quinta-feira, 15 de maio de 2008

Diálogos com a minha vó, nº 6.312

Estava eu na cozinha, preparando a minha janta – leia-se pegar o que tem arremessar no prato e comer –, quando a minha vó adentra a casa e solta a digníssima frase:

- Paulo, agora que eu lembrei, tem sopa de ervilha

(ela sabe que eu adoro sopa de ervilha)

- É mesmo, vó? Então, deixa ai na pia que depois eu como. Já coloquei macarrão no prato, mais tarde eu tomo a sopa.

- Então, posso esquentar?

- Lógico que não, vó. Eu só vou comer mais tarde e...

- Então, você esquenta depois?

- Vó, se eu te falar uma coisa, a senhora promete que não fica chateada?

- Han.

- Não, vó, eu não vou esquentar.

- Mas tem graça comer a sopa fria?

- Vó, se eu te falar uma coisa, a senhora promete que não fica chateada?

- Han.

- Tem muita graça!

- Mas gelada desse jeito ela vai lá ter sabor, menino?

- Vó, se eu te falar uma coisa, a senhora promete que não fica chateada?

- Han

- Ohhhhh se tem!

- Gracinha!

Eu sei, minha vó assiste Hebe (sem a preposição mesmo, parece que ela até conversa com a tevê) e não nega o fato.

3 comentários:

Carol Rodrigues disse...

Mas menino, que graça tem sopa fria? Inda mais de ervilha???
Tem não, chegou a me dar um embrulho no estômago
=P~

Insolente disse...

vó é sempre linda...

Maria Clara Moraes disse...

hahahahaahhaahhaahhaahhahahhahaha PAULO, vc TEM que ser um escritor humorista sério... não vou deixar vc ser um jornalista sério. Não vou deixar!!!! Quanta besteira meu Deus!!! Saudadesssssssssss escreve maissssssssssssssss