quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Frase solta
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Falta pouco
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Absurdo
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Coisas de TGI na estrada...
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Um pouco do mundo da música
terça-feira, 29 de julho de 2008
Lembrete
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Let it be
As obrigações sugaram o meu tempo. A tristeza me sugou a vontade de escrever. “Nas torturas toda carne se trai” e em minha tortura, ao rasgar minha carne com os problemas forjados por mim mesmo e outras feridas, mero fruto de um acaso inacreditável.
Vi meus castelos desmoronarem juntos. A queda, suas notas, seus horrores, todo o caos soa como orquestra.
Uma das maiores tragédias que se pode abater sobre um homem é ver seu sonho, seu mote, quando vê os pequenos blocos de areia a rachar, paredes feitas ao esmero a deslizar lentamente e se tornarem junto ao chão novamente areia e praia.
Há alguns anos eu havia encontrado a minha vocação. Jornalismo. Carreira bonita, cheia de utopia e hipocrisia; conflitos, exposição, relações disformes entre patrões e funcionários, classe má estrutura e desunida.
Nada disso seria motivo para que eu esquecesse o meu desejo, o meu instinto. Seria eu filho adotivo da palavra escrita, queria ser transmissor de narrativas, de histórias, quereria construir realidades.
Ei-lo, poderia dizer. Mas para o ser reconhecido, necessário se faz ter certo diploma, diploma de bacharel em comunicação. Para tal, é necessário freqüentar regularmente um curso oferecido por uma faculdade.
Para tal, as opções são instituições de ensino público e privado. As públicas, em maioria, têm curso de renome e boa qualidade, porém quando se trata de comunicação, contam com uma estrutura arcaica em muitos casos. As particulares variam entre enganações e bons cursos. E há bons cursos que são uma enganação, também.
Nesta brincadeira, eu apostei num curso particular. Curso novo, porém bem avaliado pelas instituições e com um histórico recente muito animador quanto a investimentos.
Triste ilusão que depois de dois anos e meio de dedicação a minha formação e além de trabalhos, diálogos e debates com corpo docente para o aprimoramento do curso, tal empreitada desmorona.
Nesta semana tive minha bolsa de estudos cortada. Tal medida sem motivo apontado, sem prévio-aviso, sem razão exposta. Simplesmente fora cancelada.
Para completar, a fina e sutil solidão. Em meio ao caos, tenho que me despedir temporariamente da pessoa que amo. Sei que logo estaremos juntos outra vez, mas estar longe, sem poder tocá-la, senti-la, sem ter seus braços como abrigo é muito cruel. Mas é o momento de levantar e encarar.
Este é o peso que irá às minhas costas, resta a minha carregar... Sozinho. Cada um sabe da dor e da alegria que vai no coração.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Diálogos com a minha vó, nº 6.312
- Paulo, agora que eu lembrei, tem sopa de ervilha
(ela sabe que eu adoro sopa de ervilha)
- É mesmo, vó? Então, deixa ai na pia que depois eu como. Já coloquei macarrão no prato, mais tarde eu tomo a sopa.
- Então, posso esquentar?
- Lógico que não, vó. Eu só vou comer mais tarde e...
- Então, você esquenta depois?
- Vó, se eu te falar uma coisa, a senhora promete que não fica chateada?
- Han.
- Não, vó, eu não vou esquentar.
- Mas tem graça comer a sopa fria?
- Vó, se eu te falar uma coisa, a senhora promete que não fica chateada?
- Han.
- Tem muita graça!
- Mas gelada desse jeito ela vai lá ter sabor, menino?
- Vó, se eu te falar uma coisa, a senhora promete que não fica chateada?
- Han
- Ohhhhh se tem!
- Gracinha!
Eu sei, minha vó assiste Hebe (sem a preposição mesmo, parece que ela até conversa com a tevê) e não nega o fato.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Quando mais eu rezo...
- Oi moça, tudo bem com você?
Ivelize não sabe se acredita que é com ela, se tomou chá de cogumelo e se cheirou muito orégano na pizza de ontem a noite, então segue sem responder, como se nada tivesse acontecido.
Porém, o ameaçador cidadão lhe aborda furtivamente de forma agressiva e incisiva de jeito que ela não consegue escapar da indagação – Ei moça, você quer comprar uma prancheta?
- Vi que você tinha um tubo nas costas, estou vendendo uma prancheta A0, tá novinha; quer?
Ive se sensibilizou com o marginal. Ouviu sua história; o quanto pagou na prancheta, por que comprou aquela desgraça, quando comprou, para quem comprou e como o fez. Foi um festival sobre a prancheta.
Ive se sensibilizou tanto que, sem titubear, apertou o passo até o metrô e praticamente como uma ninja, fez de tudo para despistar o nosso terrível vilão, na fila da catraca.
Mas os esforços de nossa heroína não foram suficientes – Maradona que o diga – de repente, ele aparece logo atrás da desprotegida Ive!
- Eita, tinha te perdido de vista, bichinha!
Ambos ultrapassam a catraca, sobem a escada rolante, até que Ive se dirige ao fundo da plataforma e tenta uma tática da Al-Qaeda para se livrar de seu perseguidor:
- Tenho que ir pra frente, a escada fica pra lá! Tchau! (Muita ênfase nesse tchau!)
E Ive deu meia volta e saiu correndo como se fugisse de um leão faminto no meio do Congo.
Depois de um tempo atordoado, nosso vilão dá por si e tenta uma manobra de recuperação. Mas foi tarde demais. Ele deu de cara na porta, e Ive ficou dentro do vagão, tirando um sarro terrível do nosso pobre meliante vendedor de prancheta.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
A equação milagrosa
Conversando com amigos, uma fonte muito segura me confidenciou que historiadores gregos acharam uma equação do nosso fdp-mor que ferrou geral na sétima série, o tio Pitágoras.
Essa equação foi a forma que o matemático grego encontrou de compreender as mulheres.
Segundo Pitágoras, Mulher = Tempo x Dinheiro. Se Pitágoras diz isso, quem sou eu para questionar!?
Como bons ocidentais, sabemos que tempo é dinheiro. Sob esta premissa difundida por outro barbudinho, o Tio Sam, afirmamos categoriacamente que Tempo x Dinheiro = Dinheiro².
Mas, como bons brasileiros, sabemos que dinheiro é a raiz dos problemas. Porque, se você não tem, é um problema, mas se você tem é outro problema. Então, como Dinheiro = Problema¹/² .
Substituindo os itens, Mulher = Dinheiro², logo, Mulher = (problema¹/²)².
Eu nunca fui bom em matemática, mas essa parte de cortar as potências eu sei fazer. Concluímos então, que Mulher = Problema.
Cara, isso mudou a minha vida. =P
terça-feira, 1 de abril de 2008
Sorte do dia
Uma imaginação bem canalizada é fonte de grandes proezas
Lamber o cotovelo é uma grande proeza?
terça-feira, 4 de março de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Somos os safadões
Segundo pesquisa da Symantec - empresa que apontou o crescimento das visitas do meu blog de forma exponencialmente assustadora após um post sobre o bolsa-estupro (!?), mas não por causa da bolsa... – 55% dos brasileiros descascam a banana frente a seu computador.
Depois de nós, aparece aquele bilhão de chineses, com 51%, uma boa idéia.
O estudo trabalhou com base em 4.687 adultos e 2.717 crianças nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália, Alemanha, França, Brasil, China e Japão.
Depois a gente acha que leva fama à toa... ¬¬
domingo, 20 de janeiro de 2008
Mulheres e seu mau gosto do inferno.
1. Somos peludos.
2. Cheiramos mal. (suor, futebol, pular muro, essas coisas)
3. Falamos imoralidades, indecências e bobagem o tempo todo. (Só ir a um bar com os amigos e ligar o gravador por cinco minutos para comprovar)
4. Nós ficamos carecas com uma facilidade incrível.
5. Não há como evitar, as mãos sempre vão para os peitos/bunda.
6. Aniversário? Que aniversário?
7. Não, eu não quero ver a sua mãe. A menos que seja no velório... Dela.
8. Nós sempre acertamos a tampa do vaso.
9. O controle remoto é MEU!
10. Não fazemos a menor idéia do que se trata ser um cesto de roupa suja.
11. Amor, onde estão as chaves do carro?
12. Nós não estamos perdidos! (NUNCA)
13. ETC
Vejam bem, não é nada pessoal, mas vocês são meio masoquistas, né? =P
domingo, 13 de janeiro de 2008
Trampo
Duas horas da manhã e Rafael pula nos colchões de mola, loucaço. Enquanto isso, Felipe está na banheira. Eu, com um laptop, escrevendo o último post.
Isto é apenas um pequeno retrato do que eram as noites dessa semana, enquanto enfrentávamos o cárcere-privado do trabalho bem remunerado.
Então, em outra noite, movido pela falta do que fazer, Rafael liga na recepção.
- Alo, boa noite.
- Boa noite.
- Sabe, é que acima do espelho, do lado do ar-condicionado, há uma luz verde, outra vermelha, num troço preto e também outro troço branco. Velho, que porra é essa?
- Não sei, senhor.
- É?
- É.
- Tá certo. Valeu
Desliga.
E disca outra vez.
- Oi, é da governância?
- Sim, senhor.
- Você poderia trazer 4 cocas para o 104?
- Sim, senhor.
- Tem mais uma coisa.
- Sim?
- Sabe, é que acima do espelho, do lado do ar-condicionado, há uma luz verde, outra vermelha, num troço preto e também outro troço branco. Velho, que porra é essa?
- É apenas um ponto de referência. Se acabasse a luz, o senhor teria como se locomover no quarto. Porém, são desnecessárias, pois temos um gerador próprio.
- A ta. Valeu.
Velho, esses dias vão ficar na minha memória pra sempre. Nem o Alzheimer os tirará!
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Dia na Índia
Minha avó, querendo dizer alguma coisa que me convencesse de que não seria ruim/doloroso/deprimente, disse:
Realmente. Porém essa diferença que ela falava era por ele ser Indiano. Isto mesmo, o cidadão nasceu lá na Ásia e veio aqui ser médico.
Ou seja, já que o médico é indiano, não pega nada. Adoro a lógica da minha vó. ¬¬
Para minha sorte ou azar, ainda não sei, ele não tem bisturi. Ele utiliza algo ainda pior, chazinhos e ervas...
Vejamos até onde irá a minha sanidade mental com o início desse tratamento.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Pois é, natal.
Um velhinho de barba branca,
Presentes,
Árvore,
Pisca-pisca,
Criança correndo,
Ceia,
Todo mundo na mesa,
O resto no sofá,
Nada na tevê,
É só o natal.
Onde está o menino?
Nu, frágil e faminto?
Terá ele também algum presente?
Dormirá sem janta?
Com frio?
Com carinho?
Terá um abraço?
Terá um natal?
Mas o que o é?
O velho?
A barba branca?
O presente?
A ceia?
O dia?
A família?
Por que reunida está?
Qual o sentido?
Para quê?
Por quê?
Deixa eu fingir que é assim,
Deixa eu me enganar com essa felicidade dietética,
Com meu café sem cafeína,
Meu doce sem açúcar,
Meu natal sem natal,
De apenas presente,
Etc e tal,
Deixa eu fazer assim,
Esquecer o que é,
E fazer dele o meu superficial.
E pra você, um feliz natal.
