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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Frase solta

"Capitalismo foi uma bobagem que inventaram para que idiotas que não sabem fazer absolutamente nada possam ganhar mais dinheiro do que aqueles que sabem fazer algo realmente útil"

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Falta pouco

Poucas semanas me separam do fim de uma árdua dedicação a assuntos profissionais e acadêmicos. Não que estudo e trabalho passem a ser insignificantes a partir do dia 9 de novembro. Mas qualquer trabalho de conclusão exige dedicação especial, e este ano foi de mudanças radicais em minha vida.

Responsabilidades... Meu mundo mudou.

Nos primeiros posts deste blog - quando ele ainda era completamente descompromissado, por causa dos outros que eu possuía -, eu postava sobre a minha busca por alguém e do novo desafio que era fazer-me ser parte de um novo ambiente, o universitário.

Nessas próximas semanas eu fecho a minha passagem na vida estudantil, por algum tempo.

Este ano me casei, tornei-me pai... Conheci pessoas dos mais variados tipos e entrevistei das mais controversas. É outro início.

Em breve, após o dia 9 de novembro, voltarei a escrever. Escrever para mim, escrever meus telegramas a ninguém.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Absurdo

Viajando pela região de Ribeirão Preto e Sertãozinho, indo em direção à Guabira - uma cidade "dormitório" - tudo que se via era um mar de cana-de-açucar e usinas.

Quando havia contrastes, eram imensas plantações de eucalipto.


Depois de lidar diretamente com a filha paranóica de dois lavradores - a guria em meio a um ataque de pânico - tivemos um dia de intrigantes experiências em Guariba. Cidade de 34 mil habitantes, dos quais em torno de 1.500 são trabalhadores braçais da lavoura de cana.

Agora, em Jaboticabal, estou em um dos melhores pulgueiros da cidade. Amanhã, Morro Agudo nos espera. E se Deus quiser, finalizamos nossa jornada.

E eu volto a escrever de verdade para todos aqueles que não lêem mais este blog.

Até não sei quando, mas tão logo!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Coisas de TGI na estrada...

A coisa mais irônica do dia de hoje foi a saída de um motel. Uma placa, mui inocente, proclamava: "É sempre um PRAZER lhe receber". Coisas de Piracicaba...


Cidade muito aprazível diga-se de passagem. =D

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Um pouco do mundo da música

A lei nos seus fones

Uma juíza, provavelmente na TPM, encanou cum um fã de hip hop e o sentenciou a ouvir música clássica.

Não sei quem foi mais ofendido, o hip hop ou a música clássica.

O hip hop é uma manifestação cultural, apesar de toda mercantilização que sofreu. Ainda é uma forma de uma classe social ascender financeiramente e se expressar.

Pode não ter o mesmo rigor e elocubração harmônica que outros estilos, mas tem caracteristicas próprias que o tornam algo completamente particular.

Mas a música clássica também teria seu motivo para sentir-se ofendida. Ser colocada como sentença punitiva. Poxa, tudo bem que não é mais um estilo popular, mas colocar como algo torturante já é sacanagem, hein?

Chinese Democracy será lançado?

O maior KO dos últimos 14 anos - o tão prometido álbum do Guns, Chinese Democracy - tem lançamento marcado para o dia 23 de Novembro.

Tudo bem que a maior fábula da desconfigurada banda de Axel Rose um dia terá de ter seu fim, seja pelo fim definitivo do Guns ou pelo lançamento do álbum, mas é difícil acreditar que tal fim se dê agora.

Tanto que uma famoso marca de refrigerantes nos EUA prometeu dar uma unidade de seu produto grátis para cada Chinese Democracy caso o CD seja lançado ainda em 2008.

Ou seja, virou piada nacional.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Lembrete

Quando a grama do quintal do vizinho estiver coberta de merda, não se alegre. Em cima de planta, merda vira adubo.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Let it be

Depois de um longo período de silêncio, eu retorno. Confesso que maltratei este blog, com tantos dias de ausência, meses de um texto descente, uma discussão, algo inteligente a ser dito.

As obrigações sugaram o meu tempo. A tristeza me sugou a vontade de escrever. “Nas torturas toda carne se trai” e em minha tortura, ao rasgar minha carne com os problemas forjados por mim mesmo e outras feridas, mero fruto de um acaso inacreditável.

Vi meus castelos desmoronarem juntos. A queda, suas notas, seus horrores, todo o caos soa como orquestra.

Uma das maiores tragédias que se pode abater sobre um homem é ver seu sonho, seu mote, quando vê os pequenos blocos de areia a rachar, paredes feitas ao esmero a deslizar lentamente e se tornarem junto ao chão novamente areia e praia.

Há alguns anos eu havia encontrado a minha vocação. Jornalismo. Carreira bonita, cheia de utopia e hipocrisia; conflitos, exposição, relações disformes entre patrões e funcionários, classe má estrutura e desunida.

Nada disso seria motivo para que eu esquecesse o meu desejo, o meu instinto. Seria eu filho adotivo da palavra escrita, queria ser transmissor de narrativas, de histórias, quereria construir realidades.

Ei-lo, poderia dizer. Mas para o ser reconhecido, necessário se faz ter certo diploma, diploma de bacharel em comunicação. Para tal, é necessário freqüentar regularmente um curso oferecido por uma faculdade.

Para tal, as opções são instituições de ensino público e privado. As públicas, em maioria, têm curso de renome e boa qualidade, porém quando se trata de comunicação, contam com uma estrutura arcaica em muitos casos. As particulares variam entre enganações e bons cursos. E há bons cursos que são uma enganação, também.

Nesta brincadeira, eu apostei num curso particular. Curso novo, porém bem avaliado pelas instituições e com um histórico recente muito animador quanto a investimentos.

Triste ilusão que depois de dois anos e meio de dedicação a minha formação e além de trabalhos, diálogos e debates com corpo docente para o aprimoramento do curso, tal empreitada desmorona.

Nesta semana tive minha bolsa de estudos cortada. Tal medida sem motivo apontado, sem prévio-aviso, sem razão exposta. Simplesmente fora cancelada.

Para completar, a fina e sutil solidão. Em meio ao caos, tenho que me despedir temporariamente da pessoa que amo. Sei que logo estaremos juntos outra vez, mas estar longe, sem poder tocá-la, senti-la, sem ter seus braços como abrigo é muito cruel. Mas é o momento de levantar e encarar.

Este é o peso que irá às minhas costas, resta a minha carregar... Sozinho. Cada um sabe da dor e da alegria que vai no coração.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Diálogos com a minha vó, nº 6.312

Estava eu na cozinha, preparando a minha janta – leia-se pegar o que tem arremessar no prato e comer –, quando a minha vó adentra a casa e solta a digníssima frase:

- Paulo, agora que eu lembrei, tem sopa de ervilha

(ela sabe que eu adoro sopa de ervilha)

- É mesmo, vó? Então, deixa ai na pia que depois eu como. Já coloquei macarrão no prato, mais tarde eu tomo a sopa.

- Então, posso esquentar?

- Lógico que não, vó. Eu só vou comer mais tarde e...

- Então, você esquenta depois?

- Vó, se eu te falar uma coisa, a senhora promete que não fica chateada?

- Han.

- Não, vó, eu não vou esquentar.

- Mas tem graça comer a sopa fria?

- Vó, se eu te falar uma coisa, a senhora promete que não fica chateada?

- Han.

- Tem muita graça!

- Mas gelada desse jeito ela vai lá ter sabor, menino?

- Vó, se eu te falar uma coisa, a senhora promete que não fica chateada?

- Han

- Ohhhhh se tem!

- Gracinha!

Eu sei, minha vó assiste Hebe (sem a preposição mesmo, parece que ela até conversa com a tevê) e não nega o fato.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Quando mais eu rezo...

Mais uma vez, Ive me proporciona um bom post. É incrível o que acontece com gente que abraça a zica e nem sabe por que esses acontecimentos lhe assombram...

Seguia sua rotina normal, saía de casa rumo à faculdade, quando foi abordada por um meliante mal intencionado na esquina:

- Oi moça, tudo bem com você?

Ivelize não sabe se acredita que é com ela, se tomou chá de cogumelo e se cheirou muito orégano na pizza de ontem a noite, então segue sem responder, como se nada tivesse acontecido.

Porém, o ameaçador cidadão lhe aborda furtivamente de forma agressiva e incisiva de jeito que ela não consegue escapar da indagação – Ei moça, você quer comprar uma prancheta?

- Vi que você tinha um tubo nas costas, estou vendendo uma prancheta A0, tá novinha; quer?

Ive se sensibilizou com o marginal. Ouviu sua história; o quanto pagou na prancheta, por que comprou aquela desgraça, quando comprou, para quem comprou e como o fez. Foi um festival sobre a prancheta.

Ive se sensibilizou tanto que, sem titubear, apertou o passo até o metrô e praticamente como uma ninja, fez de tudo para despistar o nosso terrível vilão, na fila da catraca.

Mas os esforços de nossa heroína não foram suficientes – Maradona que o diga – de repente, ele aparece logo atrás da desprotegida Ive!

- Eita, tinha te perdido de vista, bichinha!

Ambos ultrapassam a catraca, sobem a escada rolante, até que Ive se dirige ao fundo da plataforma e tenta uma tática da Al-Qaeda para se livrar de seu perseguidor:

- Tenho que ir pra frente, a escada fica pra lá! Tchau! (Muita ênfase nesse tchau!)

E Ive deu meia volta e saiu correndo como se fugisse de um leão faminto no meio do Congo.

Depois de um tempo atordoado, nosso vilão dá por si e tenta uma manobra de recuperação. Mas foi tarde demais. Ele deu de cara na porta, e Ive ficou dentro do vagão, tirando um sarro terrível do nosso pobre meliante vendedor de prancheta.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A equação milagrosa

Nós homens passamos a vida inteira tentando compreender vocês, mulheres. Não conseguimos. Mas não conseguíamos até agora.

Conversando com amigos, uma fonte muito segura me confidenciou que historiadores gregos acharam uma equação do nosso fdp-mor que ferrou geral na sétima série, o tio Pitágoras.

Além do triângulo bem doido, esse barbudinho grego que não usava tanga e tampouco gritava “THIS IS SPARTA” criou uma equação fenomenal que só pode ser compreendida hoje, nos tempos modernos.

Essa equação foi a forma que o matemático grego encontrou de compreender as mulheres.

Segundo Pitágoras, Mulher = Tempo x Dinheiro. Se Pitágoras diz isso, quem sou eu para questionar!?

Como bons ocidentais, sabemos que tempo é dinheiro. Sob esta premissa difundida por outro barbudinho, o Tio Sam, afirmamos categoriacamente que Tempo x Dinheiro = Dinheiro².

Mas, como bons brasileiros, sabemos que dinheiro é a raiz dos problemas. Porque, se você não tem, é um problema, mas se você tem é outro problema. Então, como Dinheiro = Problema¹/² .

Substituindo os itens, Mulher = Dinheiro², logo, Mulher = (problema¹/²)².

Eu nunca fui bom em matemática, mas essa parte de cortar as potências eu sei fazer. Concluímos então, que Mulher = Problema.

Cara, isso mudou a minha vida. =P

terça-feira, 1 de abril de 2008

Sorte do dia

Mais uma vez, inspirado pelo estagiário do Google, venho a vocês como mais uma brilhante pérola do biscoito da sorte chinês sem biscoito:

Uma imaginação bem canalizada é fonte de grandes proezas


Lamber o cotovelo é uma grande proeza?

terça-feira, 4 de março de 2008

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Somos os safadões

Sim, nós brasileiros somos os piores de todo o mundo. Conseguimos, somos os líderes em acesso a sites pornográficos.

Segundo pesquisa da Symantec - empresa que apontou o crescimento das visitas do meu blog de forma exponencialmente assustadora após um post sobre o bolsa-estupro (!?), mas não por causa da bolsa... – 55% dos brasileiros descascam a banana frente a seu computador.

Depois de nós, aparece aquele bilhão de chineses, com 51%, uma boa idéia.

O estudo trabalhou com base em 4.687 adultos e 2.717 crianças nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália, Alemanha, França, Brasil, China e Japão.

Depois a gente acha que leva fama à toa... ¬¬

domingo, 20 de janeiro de 2008

Mulheres e seu mau gosto do inferno.

Graças ao bom Deus mulheres têm um péssimo gosto. Elas gostam de nós, homens, de forma incompreensível.

1. Somos peludos.

2. Cheiramos mal. (suor, futebol, pular muro, essas coisas)

3. Falamos imoralidades, indecências e bobagem o tempo todo. (Só ir a um bar com os amigos e ligar o gravador por cinco minutos para comprovar)

4. Nós ficamos carecas com uma facilidade incrível.

5. Não há como evitar, as mãos sempre vão para os peitos/bunda.

6. Aniversário? Que aniversário?

7. Não, eu não quero ver a sua mãe. A menos que seja no velório... Dela.

8. Nós sempre acertamos a tampa do vaso.

9. O controle remoto é MEU!

10. Não fazemos a menor idéia do que se trata ser um cesto de roupa suja.

11. Amor, onde estão as chaves do carro?

12. Nós não estamos perdidos! (NUNCA)

13. ETC

Vejam bem, não é nada pessoal, mas vocês são meio masoquistas, né? =P

domingo, 13 de janeiro de 2008

Trampo

Duas horas da manhã e Rafael pula nos colchões de mola, loucaço. Enquanto isso, Felipe está na banheira. Eu, com um laptop, escrevendo o último post.

Isto é apenas um pequeno retrato do que eram as noites dessa semana, enquanto enfrentávamos o cárcere-privado do trabalho bem remunerado.

Então, em outra noite, movido pela falta do que fazer, Rafael liga na recepção.

- Alo, boa noite.

- Boa noite.

- Sabe, é que acima do espelho, do lado do ar-condicionado, há uma luz verde, outra vermelha, num troço preto e também outro troço branco. Velho, que porra é essa?

- Não sei, senhor.

- É?

- É.

- Tá certo. Valeu


Desliga.

E disca outra vez.

- Oi, é da governância?

- Sim, senhor.

- Você poderia trazer 4 cocas para o 104?

- Sim, senhor.

- Tem mais uma coisa.

- Sim?

- Sabe, é que acima do espelho, do lado do ar-condicionado, há uma luz verde, outra vermelha, num troço preto e também outro troço branco. Velho, que porra é essa?

- É apenas um ponto de referência. Se acabasse a luz, o senhor teria como se locomover no quarto. Porém, são desnecessárias, pois temos um gerador próprio.

- A ta. Valeu.

Velho, esses dias vão ficar na minha memória pra sempre. Nem o Alzheimer os tirará!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Dia na Índia

Minha avó adora me levar a médicos, consultas e afins. Hoje, foi mais um típico dia desses acontecimentos nefastos, dias que ocorrem as visitas aos nossos queridos açougueiros que levaram 10 anos para aprender a esquecer tesouras nos outros.

Minha avó, querendo dizer alguma coisa que me convencesse de que não seria ruim/doloroso/deprimente, disse:

“Não é um médico igual aos outros, você vai ver, é diferente!”

Realmente. Porém essa diferença que ela falava era por ele ser Indiano. Isto mesmo, o cidadão nasceu lá na Ásia e veio aqui ser médico.

Ou seja, já que o médico é indiano, não pega nada. Adoro a lógica da minha vó. ¬¬

Para minha sorte ou azar, ainda não sei, ele não tem bisturi. Ele utiliza algo ainda pior, chazinhos e ervas...

Vejamos até onde irá a minha sanidade mental com o início desse tratamento.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Pois é, natal.

Um velhinho de barba branca,
Presentes,
Árvore,
Pisca-pisca,
Criança correndo,
Ceia,
Todo mundo na mesa,
O resto no sofá,
Nada na tevê,
É só o natal.

Onde está o menino?
Nu, frágil e faminto?
Terá ele também algum presente?
Dormirá sem janta?
Com frio?
Com carinho?
Terá um abraço?
Terá um natal?

Mas o que o é?
O velho?
A barba branca?
O presente?
A ceia?
O dia?

A família?
Por que reunida está?
Qual o sentido?
Para quê?
Por quê?

Deixa eu fingir que é assim,
Deixa eu me enganar com essa felicidade dietética,
Com meu café sem cafeína,
Meu doce sem açúcar,
Meu natal sem natal,
De apenas presente,
Etc e tal,
Deixa eu fazer assim,
Esquecer o que é,
E fazer dele o meu superficial.


E pra você, um feliz natal.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Vô, num vô!

A indecisão pode acabar escolhendo por você...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Uma verdade inconveniente

“Os fatos desmentem Veja. A história dela a desmente. A imparcialidade não é uma marca da revista, nem do jornalismo.” (JOSÉ, Emiliano. Imprensa e Poder, p.91)

Pertinente pra cacete! =P