sexta-feira, 30 de março de 2007

Rapidinha do Metrô

Estava eu no metrô, como costumo, no mesmo vagão de sempre, só que num horário incomum, 2h30 da tarde.

Esse horário foi um tanto inusitado, pois só havia pessoas mais estranhas que a estranheza habitual das pessoas que utilizam o metrô nos meus horários normais.

Havia um conjunto de seis moças sentadas do lado oposto ao meu, cinco meninas e uma bichona. Falavam sobre homens.

Eu ouvia os comentários e me segurava para não rir, de tão bizarro que era. Quando, inesperadamente, uma solta um pérola.
"Homem é que´nem pasto. Você cultiva, aduba e vem uma vaca, come e não deixa nada."
Neste instante tive a certeza que sou uma erva daninha. Já que ninguém cultiva e nem aparece nenhuma vaca... ¬¬

terça-feira, 27 de março de 2007

Programa Especial - Almir Sater

O Piralampo de Rei do Gado,
Músico, Violeiro do Mato Grosso, grande figura da música brasileira.

Vale a pena ouvir, para conhecer um pouco mais da cultura de nosso país.

Entrevista com Almir Sater

quarta-feira, 21 de março de 2007

Móveis Coloniais de Acaju!

Aqui está a entrevista com os caras do “Móveis Coloniais de Acaju”, realizada por minhas colegas de Jornalismo, hoje.

Essa sonora de pouco mais de trinta minutos irá ao ar na semana que vem, Quarta-feira, 28. Porém, você, meu amigo imaginário, poderá ouvi-la antes.

É... Se você tiver paciência, também. =P

Se a tia chata deixar, Sexta eu entrevisto o Arnaldo Antunes. Se a mulher deixar. Se ela não deixar, não entrevisto, já que eu não queria mermo... ¬¬

Entrevista com o Móveis

quinta-feira, 15 de março de 2007

Google se enraba enquanto Surfistinha se emociona com texto de Inagaki

O Google cometeu mais uma das suas, e acabou obrigado a pagar a bagatela de R$ 3,8mi à senhorita advogada gaúcha que não tem o nome divulgado pelos portais de notícia, neste momento, por todos estarem com um cagaço da menina.

Ela deu a sorte de ser relaciona à Bruna Surfistinha nas pesquisas do Google. Lembrando ao amigo inexistente leitor que Bruna Surfistinha só pega onda sonora, já que surfistinha só no nome, de guerra.

Nossa “guerreira” (muito ‘Pedro Bial’ isso =P) parou de falar de putaria, para a tristeza dos marmanjos de 16 anos, que não largavam a ferramenta ao ler os textos da moçoila... Ossos do Ofício não tem nenhum post.

Engraçado que um tal de Pedro pegou o texto do nosso prezado Inagaki e fez-se o favor de realizar pequenas alterações para emocionar nossa pseudo-ex-puta. Até marejou os olhos da garota, mas duvido que tenha conseguido algum programa com a moça.

Afirmo isto na convicção de dizer que, desde que o mundo é mundo, as putas gostam de receber dinheiro ou adjacentes por programas e não cantadas e textos bonitinhos. Se assim não o fosse, eu seria um dos maiores comedores do mundo, já que texto bonitinho pra puta eu já escrevi um monte e nenhum teve resultado diferente de: “Muito lindo isso, mas é 20 conto do mesmo jeito”. Não que eu tenha utilizado esses serviços, é claro...

Então, graças a uma cagada de seu sistema de busca, o Google chamou uma advogada de puta, puta que recebeu uma cantada com um texto do Inagaki. Ou seja, Inagaki, investe nela filho, que, na pior das hipóteses, ela te dá um desconto.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Um toque de nostalgia

Hoje seria uma quarta-feira como qualquer outra. Haveria futebol às 9h45min, como habitual, eu assistiria ao jogo.

Corinthians e Pirambu, válido pela Copa do Brasil. Jogo nada empolgante, só pelo título do letreiro. Mas foi incomum.

O futebol jogado foi irrelevante, tirando o fato do empate.

Pirambu é uma cidadezinha no litoral sergipano, posicionada a 76 quilômetros de Aracaju, tem um pouco mais de sete mil moradores. A cidade subsiste, principalmente, através da pescaria de pirambu e camarão.

Tudo isso seria informação jogada ao vento, se o que se tivesse assistido ao jogo não tivesse sido tão tocante.

Mais que jogadores determinados, mais que um grupo unido, mas que um time cheio de garra, se viu um grupo de homens simples, honrados, descentes.

Ao final do primeiro tempo, um jogador do Pirambu foi expulso. Ao invés de vaias ao rapaz que saiu chorando, a torcida continuara catando. Ao voltar para o segundo tempo, ao invés de criticar o companheiro, o discurso foi “Vamos vencer pelo Eduardo”.

Porém, aquilo que mais encantou no discurso do capitão foi o apelo ao respeito à família, ao quão importante era para os moradores de Pirambu aquele jogo.

Apesar de o jogo ter sido em Aracaju, havia muitos presentes torcendo para o time local.

Confesso que já torcia para o Pirambu, mas depois desse momento, eu queria que aquela frágil equipe, infinitamente menos técnica, com um jogador a menos vencesse. Eles não jogavam para alcançar uma visibilidade nacional, conseguir exposição para avançar ainda mais na carreira, mas jogavam por algo mais romântico, algo mais nostálgico, jogavam por aquilo que representaria para quem esperava algo deles, em campo.

Ao término do jogo, os comentaristas da tevê Bandeirantes escolheram o goleiro Alan como melhor em campo.

Ao ser entrevistado e indagado sobre o fato, ele não falou sobre o jogo.

Alan preferiu falar sobre o pai, que foi assassinado em sua cidade natal e apenas pediu justiça. Não quis saber de falar do jogo, de expor sua cara, para, quem sabe, ir para um clube maior.

Nesse jogo, eu vi algo que há muito tempo eu não via: o futebol pode ir muito além, pode seguir por designos muito maiores, por mais utópico que pareça. Ainda há coisas mais importantes que fama e dinheiro. Se duvida, espere até semana que vem, quando o Pirambu vir a São Paulo e, então, confira por si.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

É carnaval

Sonhos, samba, serpentina, sexo.

Desfile, dança, despida, desvia o foco.

Confete, compete, comoção.

Passista, pára o trânsito, todos para o litoral, todos para o caos.

Engarrafamento, enredo, eu não entendo.

Feriado, dormir, não dormir, tv.

Estica com o sábado, domingo, pega a quinta e a sexta, alonga o feriado,

Juliana Paes, Daniela Mercuri, Ivete Sangalo.

É carnaval.

Que saco.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Cuidado, cinto de segurança mata

Quando for passear com seus filhos, não os façam utilizar o cinto de segurança, você pode matá-los. Hoje, ser assaltado é lugar-comum. Comprar um 38 chega a ser tão fácil quanto a um dropes, então, cuidado, pois hoje um daqueles meninos, que lhe venderiam um Halls, poderia abordá-lo e levar o que de mais importante há.

Cuidado, pois dias de sol podem matar. Naqueles que o calor é insuportável e você tem que abrir os vidros do carro para não sufocar. Então, com os vidros abertos, ser assaltado é mero detalhe de qual semáforo você terá que parar.

Atenção, meu amigo, pois uma decisão errônea será decisiva ao seu apótema. Imagine ter que conviver com o fato de que seu filho foi obrigado a usar o cinto de segurança? Imagine toda vez que se lembrar do fatídico vir a mente a pesada culpa de tê-lo obrigado a travar o cinto ajustado ao corpo? Por segurança? Segurança que mata?

Dia 12, Márcia Monteiro foi assaltada e seu filho estava no banco de trás, como habitual. Por sorte, o garoto estava sem o cinto de segurança e livrou-se do infortúnio do mais cruel déjà vu que poderia acontecer em uma semana na ensolarada tarde do Rio de Janeiro.

Isaque é um garoto de sorte. Escapou de 7 km de via pública, de ter seu corpo arrastado, esfolado, esquartejado de forma covarde e cruel. Teve muita sorte, por não ser mais um Cristo vestido de boneco de Judas. Isaque teve sorte, pois poderia se chamar João. Mas teve mais sorte, por não ter usado o cinto.

Então, mamãe, da próxima vez que eu dizer que não quero usar o cinto, acredite que não é porque não gosto, mas porque tenho medo, pois não sei como me soltar do maldito cinto.