terça-feira, 25 de setembro de 2007

Puta mundo injusto, meo!

Se a vida é um bacanal, alguns têm o orkut com um cardápio, é só escolher e comer. Enquanto outros são como cachorros frente ao forno que assa frango na padaria, só olham... Comer que é bom, se a lata de lixo virar, as migalhas!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O desafio

Sinto em ter que admitir, mas hoje enfrento o maior desafio que já vivenciei. Maior que o vestibular, passar em peneira de futebol, dar o primeiro beijo sendo o cara mais feio do seu colégio, ganhar na loteria.

Sim, meus caros, deparo-me com o maior desafio do homem moderno, encontrar fones de ouvido descentes.

No último mês já gastei praticamente 80 reais com variados tipos de fones. Desde que o finado bom fone que tinha adquirido junto com o meu MP3 começara a falhar no ouvido direito, eu havia migrado para o rádio do meu celular. Mas como o meu irmão fez o favor de rasgar os fones do celular no meio...

Comprei um MP4. O fone do durou 75 dias, tempo demais para qualquer produto coreano. Então, ingressei numa sina maldita, a busca por um fone de ouvido com som de qualidade e durável.

A primeira opção foi um que se adaptava a diferentes aparelhos de som, tinha dois encaixes diferentes, o que causava uma enorme perda de qualidade, vezes ficando sem som algum.

Então, comprei um de cinco reais, bonitinho, daqueles que se colocam envolta da orelha. O som era uma bosta. Durou três dias.

Então, resolvi comprar um bom. Compre um Philips de 22 reais. Triste ilusão, com um dia de uso, o ouvido direito não funciona mais. O som era bom, ao menos. ¬¬

Qualquer sugestão barata e de bom som será aceita.

Procura-se fone discreto, que não dê visibilidade a possíveis meliantes da estação república...

Paga-se mal, mas fica-se muito agradecido.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Felicidade, Nisin Miojo, Instantanea

É muito legal você encontrar pessoas que, como você, não têm o menor senso de direção, não conseguem dobrar a esquena sem ir parar no Paraguai, quando queriam apenas ir à padaria.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Tragédia pré-anunciada

Dezoito dias depois de passar por uma reforma, a pista principal de congonhas é apontada como pivô do mais novo maior acidente da história da aviação brasileira.

Depois de tanto transtorno, de juristas paulistas reclamando que teriam seus vôos transferidos para Guarulhos, muito longe do centro da cidade, vemos que o pequeno caos aéreo que atormentou a camada média/alta da população brasileira não foi nada.

Ontem, cerca de duzentas pessoas perderam a vida. Sem uma causa real, tangível de forma instantânea como o Acidente do Fokker 100 da TAM e o Boeing 737-800 da Gol. As incertezas que cercam este acidente são mais numerosas e maiores.

Alguns culpam a chuva e a pista. Porém não havia volume de chuva suficiente para causar este acidente ontem, havia menos de três milímetros de água na pista, marca abaixo do limite recomendado.

A pista principal ainda passava por uma reforma "noturna". Durante a noite, continuava-se o projeto que havia paralisado a pista durante quarenta e cinco dias. A reformulação e implantação de groovings (ranhuras que escoam a água e aumentam o atrito do avião com a pista).

O avião havia iniciado o pouso normal, havia tocado o chão antes da marca de mil pés, como um pouso normal. Mas algo fez com que acelerasse e ai está contida a grande dúvida, o avião acelerou por ação humana, seja na intenção de abortar o pouso e decolar, ou por falha humana? Teria acontecido alguma falha mecânica?

A TAM diz, em seu pronunciamento oficial, que a aeronave estava em perfeitas condições de vôo, não havia sido constatada nenhuma irregularidade.

Neste momento fica a grande questão de o quão válido é manter o aeroporto de Congonhas.

A realidade é que este aeroporto é um emaranhado de tragédias pré-anunciadas. Há outra série de fatores que tornaram este acidente o de maiores proporções da atual história tupiniquim.

O fato de o aeroporto estar localizado numa área de grande densidade demográfica, de haver prédios e grande fluxo nas avenidas Washington Luis e dos Bandeirantes. Isso pode aumentar o número de vítimas e potencializar as conseqüências de qualquer incidente.

Cercado de prédios, qualquer falha pode se tornar fatalidade. Os prédios se tornam pinos de boliche que podem ser atingidos de forma aleatória por uma bola recheada de combustível. O incidente com o Fokker já nos mostrou isso.

A pista curta pode ser responsável pela fatalidade, pois caso a pista fosse maior como a de Cumbica, que tem um pouco mais de três quilômetros e meio, poderia perfeitamente apenas vazar um pouco da pista, por causa da alta velocidade, mas sem maior desastre além de um pouso complicado.

Congonhas tem que perder fluxo, isto é fato. São Paulo precisa de outro aeroporto, longe de zonas urbanas, moderno e seguro, onde não seja colocada em risco a vida de tripulação, passageiros e de pessoas que venham estar próximas ao aeroporto.

sábado, 30 de junho de 2007

Medo

Tenho que acrescentar uma lapso repentino que me houve.

Tenho um pânico tremendo da seleção brasileira de futebol. Nunca vi um futebol tão sofrível. E o engraçado que a CBF só contrata algum dos sete anões.

Primeiro foi o Zangado - Felipão
Depois o Soneca - Parreira
Agora o Dunga - Dunga

O Zangado não volta. Nem o mestre (Tele). Desse jeito, a seleção será para mim apenas isto, desgosto.

Se bem que a seleção vai de mau a pior. Pelo menos o Josué e o Alex Silva voltam ao São Paulo mais cedo...

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Caos aéreo tem solução.

Sim, meus amigos, nosso caos aéreo terá solução.

Nossa ministra do Turismo, Martaxa, encontrou uma via para resolver o grande problema que enfrentamos com a nossa insuficiente estrutura:

Martaxa criou mais um companhia aérea para aumentar a oferta de vôos. A VAREG, Viação Aérea Relaxe E Goze.

Não é lindo?

Brasil, um país de todos!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Pichação


No ano passado, a prefeitura de São Paulo conseguiu aprovar na câmara de vereadores um dos projetos mais polêmicos dos últimos tempos.

Tendo como idealizador a figura do prefeito Gilberto Kassab, a lei cidade limpa gerou posições divergentes dos mais diversos caracteres da população paulistana.


A idéia do prefeito era tirar o excesso de publicidade que encobria a arquitetura da cidade. Mas para tal foi radical, batendo de frente com grandes instituições e proprietários de outdoors pela capital paulista

A legislação em vigor até a aprovação da nova lei era desrespeitada, fruto de uma fiscalização precária, num cenário onde fazer uma publicidade “ilegal” era mais lucrativo a fazê-la dentro da lei.

Apertou-se o cerco com uma fiscalização rigorosa e multas pesadas, muitos luminosos, outdoors e placas passaram a desaparecer de nossa visão.


É certo que isso é bom para algumas regiões da cidade, como o centro. Mas o que acontece nas zonas periféricas é o surgimento da marginalização arquitetônica e a depredação do espaço público e do privado.

Ao final, para o cidadão simples, a lei cidade limpa só serviu para mostrar o quão suja a cidade está. Pichada, por todos os cantos, de todas as formas, insultando-nos, agredindo nossa ordem, nossa arquitetada perfeição com seus traços intangíveis e indecifráveis. Mas no fim, agora é tudo apenas pichação.

A lei cidade limpa serve para vermos o quando imunda está a república, com a falta de apego e senso coletivo que esta sociedade reserva a si mesma. Mais do que qualquer coisa, essa lei serviu como tapa na cara. Agora o que somos está exposto aos nossos olhos, mesmo que continuemos a ignorar.

De Pichações