sábado, 12 de agosto de 2006

Treta a vista!


Sábado foi o dia de reencontrar a paz. E só Deus mesmo, porque o resto só me afasta daquilo que realmente importa.

No dias dos pais que mais me causa pesadelos, 10 mil criminosos estão soltos às ruas. Nosso barbudinho-mor, o Inácio da Silva, disse que disponibilizava outros 10 mil, só que militares. Não creio que isso vá resolver alguma coisa, a maior burrada já foi feita, que é querer agir como primeiro mundo, quando sofremos com guerrilhas urbanas.

Sou da seguinte opinião: Primeiro pensamos nos direitos das pessoas de bem, e daqueles que compõe a sociedade de forma honesta, assim, nós a população que está à mercê do fogo cruzado, e que sustentamos toda essa palhaçada, com nossos impostos, e com o consumo de drogas.

Sustentamos todos os criminosos desse país. Os do executivo, legislativo, judiciário, e claro, das quebradas, presídios, favelas, bairros de classe média, classe alta, becos, grandes avenidas, criminosos comuns, da internet, do criminoso que usa canivete, o que se vale de armas de fogo, o criminoso que age nas altas rodas... Todos.

Nas nossas ações “não aconselháveis”, aquela pequena malandragem, um suborninho, o se abster da política, a alienação social, a falta de responsabilidade ambiental, o consumo de drogas (lícitas ou ilícitas), sustentamos toda a estrutura da corrupção humana. Um erro intensifica o outro.

Nosso país é todo errado, começou errado, continuou errado durante o período colonial, depois sobre o império, e até o presente momento de nossa república. Então, nosso amigo brasileiro pensa: “Se tudo está errado, um errinho a mais aqui, outro ali não irão fazer diferença”.

Depois nego ainda reclama do mensalão. Está na hora de alguém começar a fazer o certo. Só pra dar o exemplo, sem querer nada em troca. Talvez melhore. Quem sabe? É só tentar...

É como o fumante que fuma um cigarro por dia e fala do que fuma um maço. Fuma do mesmo jeito, ingere toxinas, não a mesma quantidade, mas faz a mesma merda. Qualquer um dos dois pode desenvolver um câncer, independente da quantidade. Não existe meio errado, um pouco errado, muito errado, ligeiramente errado... Ou você está errado, ou você está certo, não é uma questão de quantidade, mas sim ou não, não há opções adjacentes. Saca?

Com uma gota de óleo você é capaz de inutilizar todo um litro d´água. Você pode virar uma colher, mas apenas uma única gota vai inutilizar a água. Mas a não há diferença da água com apenas uma gota para a que tem uma colher de óleo, uma é tão impura quanto a outra.

Ou a gente faz o certo, ou esquece de uma vez. O induto ou tiro no pé, escolha você o que a versão mais adequada, vai tornar nosso final de semana mais tenso. É amigo, será que vamos ter uma continuação de “São Paulo Sitiada”?

Quer saber? Só Deus mesmo, isso daqui não tem jeito, o bandido tem mais direito que eu. Ele tem direito a refeição, ele tem direito a ver a mãe no dia das mães, o pai no dia dos pais, ele tem moradia, ele tem banho, banho de sol, e tudo isso sem fazer nada. Quer saber? Eu vou cometer um crime e vou ser preso. Quem sabe assim eu tenha algum direito nesse país!?

2 comentários:

Maria disse...

O senhor não é a favor da pena de morte, não, né?

Concordo com o que disse, só tenho medo mesmo é dos extremismos...

E, sei lá, às vezes penso, também, que é inevitável estar um pouquinho errado. Sempre estaremos um pouquinho. O que talvez tenhamos que fazer é pesar esse erro, ver se vale a pena errar por qualquer coisa.

Talvez seja o caso de sermos mais sérios...

Paulo Rhedy disse...

Que isso! Sou contra a pena de morte. O que não gosto é de presos terem tantas regalias assim... Nossas leis são muito delicadas. Por causa da ditadura, preso no Brasil é tratado como madame.
Não gosto do induto, para mim, preso, mesmo o que está em regime semi-aberto, não deveria tê-lo.
Só acho que poderiamos ser mais duros, e que a prisão poderia ter algum processo de reeducação de criminosos, ao menos os de pena leve. Se não o cara volta ao crime. dar pespectiva de vida ao cidadão, mesmo que ele nunca tenha sido um.
Senão cadeia é zoológico.